jueves, 6 de enero de 2011

BRASIL NA DECADA DA VIRADA

.Brasil na década da virada
Ernesto Lozardo, professor de Economia da FGV-SP e autor do livro: Globalização: a certeza imprevisível das nações (2008)
O país precisa aceitar a lógica e o destino da globalização.
A crise financeira global fez com que aflorassem os escombros das irresponsabilidades fiscais e monetárias dos países desenvolvidos - Estados Unidos, União Europeia e Japão. Sem exceção e em tempos diferentes, esses países lançaram mão da política fiscal expansionista para acobertar desequilíbrios públicos orçamentários e estimular o consumo por meio de empréstimos externos. Essas imprudências acarretaram elevados déficits interno e externo, principal razão da crise financeira global.
Isso se reflete na queda futura desses países na economia global. A produção dos países desenvolvidos representa 62% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e, nos próximos 40 anos, declinará para 24%. A economia chinesa, que hoje representa 8%, em 2050 alcançará 22% do PIB global, ou seja, o equivalente à soma das três maiores economias capitalistas. Está claro que haverá uma grande mudança de poder político e econômico no mundo, de sorte que, o dólar americano deixará de ser a principal moeda nas transações internacionais.
Diante desse cenário, interessa-nos saber como ficará o Brasil. O país representa 3% do PIB mundial e atingirá 4% em 2050. É uma evolução pouco expressiva.
Há décadas, as nossas exportações não ultrapassam 1,1% das exportações mundiais; e, do mesmo modo, a média dos investimentos não excede 18% do PIB. Para crescer com distribuição de renda, o país emergente tem de contar com estratégias de abertura econômica conjugada com política industrial competitiva.
A Índia, a China e a Coreia do Sul são exemplos de sucesso por conta de estratégias de desenvolvimento industrial, infraestrutura e desenvolvimento humano que lhes permitem desfrutar das vantagens no acesso ao conhecimento tecnológico e de influenciar politicamente seus interesses no curso da economia global.
Tendo esses países como modelos a serem seguidos, o Brasil precisa aceitar a lógica e o destino da globalização. O ponto de partida dessa jornada evolutiva consiste na manutenção do tripé da estabilidade econômica: meta de inflação, rigor fiscal e câmbio flexível. Assegurado esse trinômio, a obtenção de maior expressividade na economia global dependerá do aumento da capacidade produtiva - produto potencial - por meio de investimentos estratégicos e de reformas estruturais.
Ao Brasil faltam poucas, porém importantes reformas econômicas para que se transforme em uma economia desenvolvida, a exemplo da Coreia do Sul.
Há sete aspectos fundamentais que, se forem incorporados na estratégia desenvolvimentista do próximo governo, possibilitarão ao Brasil consolidar-se como um país próspero, a taxa de investimentos alcançar 30% do PIB e a economia representar 6% do PIB global em 2050:
1) Política tributária: é crucial. Dela decorre a produtividade dos fatores de produção e a consistência da política industrial. É importante: realizar a reforma tributária, tornando-a simples do ponto de vista das suas normas, menos onerosa e segura; terminar com a guerra fiscal; priorizar a competitividade econômica. Deve-se desonerar tanto os investimentos como as operações no mercado de capitais e reduzir substancialmente os encargos trabalhistas das empresas.
2) Política industrial: nenhum país emergente que almeja o progresso e a integração econômica global pode prescindir de política industrial e agrícola e de serviços competitivos. O estímulo a essas atividades deve contemplar a isenção fiscal para investimentos e equiparar a carga tributária à dos países emergentes concorrentes, visando aumentar a capacidade produtiva e laboral desses setores, bem como eliminar, substancialmente, todos os obstáculos para se abrir e fechar uma empresa.
3) Abertura econômica: a soma das exportações e importações em proporção do PIB representa o nível de abertura econômica. Nos últimos dez anos, ela não ultrapassou 20% do PIB, enquanto a média dos países asiáticos foi de 45% do PIB. Dobrar o nível de abertura econômica nos próximos oito anos deverá ser o norte da política industrial. Quanto maior o nível da abertura econômica, maiores serão as possibilidades de o Brasil alcançar a estabilidade do crescimento acelerado.
4) Infraestrutura: o setor público não pode ser o único provedor de recursos na construção e na manutenção da infraestrutura nacional. Projetos que tenham fluxo de recebíveis devem ser financiados pelo sistema financeiro sob a responsabilidade operacional do empreendedor. Para tanto, deve-se criar novos instrumentos de captação da poupança nacional e internacional que viabilizem a construção de uma moderna infraestrutura, visando ao aumento da eficiência competitiva da economia e dos setores exportadores de bens e serviços. Investimentos antecedem a poupança; só dessa forma, pode-se aumentar a poupança nacional.
5) Gastos correntes: São importantes no atendimento à assistência social; no entanto, deve-se ter regras que restrinjam a expansão desses gastos. Eles devem se expandir com base na média do crescimento do PIB nos últimos três anos. Isso permitirá uma margem maior de recursos para investimentos e menor pressão sobre a taxa básica.
6) Superávit primário: deve-se sustentar um superávit de, no mínimo, 3,5% do PIB, com o intuito de diminuir o estoque da dívida bruta do setor público. Os efeitos imediatos serão a redução do risco fiscal e cambial do País, possibilitando o aumento dos investimentos estrangeiros diretos na economia.
7) Educação: trata-se da base da pirâmide da prosperidade social e do sucesso das políticas de preservação do meio ambiente. Aprimorar a qualidade do Ensino Médio e Fundamental significa garantir a qualidade do trabalho competitivo e o bem-estar.
Se no passado tivemos várias décadas perdidas, estamos diante do desafio das transformações econômicas: da década da virada. Nesse sentido, importa que os brasileiros saibam que país precisam ter e que tipo de cidadãos desejam ser.
Publicado em: 23/12/2010

martes, 16 de febrero de 2010

GOL E CONSTANTINO OLIVEIRA JUNIOR

Brasil mete un Gol al sector de la aviación de bajo coste

En poco menos de cinco años, Gol Líneas Aéreas Inteligentes se ha convertido en una de las compañías aéreas de bajo coste más productivas del mundo. La aerolínea es la tercera compañía de Brasil con una cuota de mercado del 26,24%, por detrás de TAM, que tiene el 43,03%, y de la antigua líder del sector, Varig, con el 28,32%. Durante el primer semestre de 2005, Gol obtuvo un beneficio de 162,78 millones de reales (unos 56,65 millones de euros), un 39% más del obtenido en los seis primeros meses de 2004.
El artífice de este milagro ha sido Constantino de Oliveira Junior. Pocos daban un real por este joven ejecutivo, de apenas 32 años y sin ningún tipo de experiencia en el sector de la aviación comercial, cuando decidió trasladar a Brasil el modelo de bajo coste que tanto éxito estaban cosechando Southwest en Estados Unidos y Ryanair en Europa. Sin embargo, Oliveira Junior contaba con cierta experiencia administrativa en el grupo Áurea, la empresa de transporte terrestre de pasajeros con más de 50 años de historia que pertenece a su familia.
Tarcisio Gargioni, vicepresidente de Márketing y de Servicios de Gol, considera que el bagaje en el Grupo Áurea ha sido clave para el éxito de Gol. “A lo largo de esos 50 años, el grupo Áurea ha creado un número significativo de empresas”. El año anterior a la apertura de Gol, explica, “el grupo transportó más de 400 millones de personas. Así que, en realidad, contamos con una larga experiencia, comprobada en la filosofía y la forma de prestar servicios en este segmento. Tan sólo hubo que trasladarla al sector aéreo. Para que esto ocurriera, Constantino de Oliveira Junior se rodeó de un grupo de personas que tenían conocimientos dentro del sector aéreo y se creó Gol con todo ese conocimiento, sin ningún punto débil en el proceso”, dice con orgullo.
La excelente gestión de Gol ha llamado la atención en el mercado. El economista Paulo Roberto Bittencourt Sampaio, consultor del ramo aeronáutico, así lo atestigua: “Gol es una empresa que tiene un bajísimo nivel de errores con relación a sus competidores. Nadie ha tomado tantas decisiones empresariales tan acertadas en estos últimos cuatro años y medio. Evidentemente, esto muestra una eficiencia empresarial elevadísima. Me parece que la curva de aprendizaje del presidente de Gol, que vino del sector de transporte terrestre, ha sido rapidísima. Realmente, debe estar de enhorabuena”.
En opinión de Sampaio, otro factor determinante del éxito de Gol ha sido la elaborada planificación para la creación de la empresa. “El business plan estuvo muy bien hecho. Empezó con cinco aviones y con una red bastante extendida. Como consecuencia de esto, las demás empresas no pudieron hacer dumping (diferenciarse en el precio)”.
Por otro lado, el consultor señala como la compañía emprendió el vuelo en el momento oportuno, justo cuando otras empresas abandonaban el panorama nacional. “El 2001 fue el último año de vida de Transbrasil. En esa época, la compañía ya estaba agonizando. La aerolínea Vasp también estaba dando sus últimos coletazos y, aunque sobrevivió hasta enero de 2005, su situación ya era gravísima. Las dos aerolíneas estaban en completa decadencia. Varig también estaba, y continúa, con problemas financieros graves. Así que, el principal rival era TAM y Gol supo sacar provecho de esta situación, creando una estructura de costes muy liviana”, dice.
El propio presidente de Gol, en una entrevista publicada por la revista Conexão, revela lo ambicioso que fue el proyecto desde sus inicios. Cuando se lanzó Gol, en 2001, explica, “nuestro objetivo era convertirla en un referente mundial en el mercado de bajo coste”. Según el ejecutivo, la aerolínea ya ha alcanzado ese objetivo y, como prueba de ello, cita el éxito de la oferta pública inicial en junio de 2004, el haber realizado con Boeing la mayor transacción de esta empresa en América Latina -que consiste en un pedido de 101 aeronaves hasta el año 2012-, además de haber obtenido el reconocimiento mundial.
Gol obtiene unos márgenes muy por encima del promedio registrado por otras empresas de bajo coste en Europa y Estados Unidos. Gargioni explica que esto se debe a un factor técnico: “Nuestro avión vuela más que el de otras empresas, transporta más personas y pasa menos tiempo de promedio en el suelo. Estas características son las que marcan la diferencia. Básicamente se trata de esto, nuestro trabajo está más enfocado en costes y tenemos un índice de desempeño que se traduce en una productividad algo mejor que la de los demás”, indica.
Pero la ventaja económica obtenida por Gol frente a sus competidoras extranjeras no se debe sólo a la buena gestión de costes y a la optimización de la operación. “Gol siempre ha sido una empresa de bajo coste, pero nunca una empresa de tarifas bajas. Tiene una tarifa menor comparada con otras compañías brasileñas, pero si se compara con Europa o Estados Unidos, los precios no pueden considerarse bajos”, señala Sampaio. El profesor de economía de la PUC-SP (Pontificia Universidad Católica de São Paulo) y de la USP (Universidad de São Paulo) Gilson de Lima Garofalo coincide con Sampaio en este aspecto: “Es una realidad que Gol no tiene tarifas bajas”.
El profesor cita, sin embargo, otro elemento que contribuye al éxito de la aerolínea brasileña. “Lo que marcó la diferencia fue que llegó con una flota nueva. Con esto, el costo de manutención era bajísimo. También estaba operando en las rutas de alta densidad de tráfico y rutas cortas, vendiendo sus pasajes casi exclusivamente por Internet, tal y como hace hasta el día de hoy”, lo que para Garofalo, representa una reducción de costes considerable en la venta de pasajes aéreos.
Para Gargioni, Gol también consiguió cambiar algunos paradigmas de la aviación brasileña, que valora conceptos como la sofisticación, la elegancia y el glamour en la promoción del transporte aéreo. “Estos grandes conceptos fueron rotos por la sencillez, la practicidad y la simplificación de las cosas. Me parece que ése ha sido el gran cambio”, señala el ejecutivo.
Agresiva expansión internacional
En este momento, Gol planea vuelos más altos. Oliveira ha dejado constancia en diversas ocasiones de que la nueva meta fijada a partir de ahora es convertirse, entre 2005 y 2010, en la empresa que popularizó el transporte aéreo en América Latina.
No es de extrañar, por tanto, que la empresa cuente actualmente con vuelos regulares a Buenos Aires, la capital argentina, y planee llevar sus aeronaves a Montevideo (Uruguay) y a Asunción (Paraguay), antes de finales de año. Sin embargo, los problemas políticos vividos en Bolivia, que llevaron al país al borde de una guerra civil, frustraron los planes de Gol de inaugurar, en el mes de junio, los vuelos a Santa Cruz de la Sierra. La aerolínea espera un mejor momento para iniciar sus operaciones en este país. Aunque esto no es todo: Gol estudia, incluso, aventurarse en el mercado mexicano de aviación.
La compañía ha firmado recientemente un protocolo de intenciones con el grupo mexicano Inversiones y Técnicas Aeroportuarias, del empresario Fernando Chico Pardo, para la creación en México de una empresa de aviación de bajo coste. La empresa brasileña entraría así en un mercado con grandes oportunidades de crecimiento, como el mexicano. Gol es escueta en sus declaraciones sobre el acuerdo, algo común en su política de negociaciones empresariales,: “Con relación a México, sólo estamos en el campo de las ideas, es decir, de las intenciones”, afirma Gargioni.
Esta cautela puede explicarse, en parte, por el jarro de agua fría que ha supuesto para Gol el anuncio, hace pocos días, de que los millonarios mexicanos Carlos Slim y Emilio Azcarraga pretenden crear en México, junto con otros socios, una empresa aérea con el mismo modelo económico que Gol. La empresa de los millonarios mexicanos incluso ya tendría nombre: Vuela Compañía de Aviación.
Sampaio no ve con buenos ojos la entrada de Gol en el mercado mexicano. “Me parece que es el mayor riesgo que Gol se ha propuesto correr hasta ahora. Todo lo que está fuera de Brasil es complicado. Hoy en día, el mercado mexicano está prácticamente dividido entre AeroMéxico y Mexicana. Las dos pertenecen al Gobierno mexicano y van a ser privatizadas antes de que acabe el segundo semestre. Pero están surgiendo otras empresas de bajo coste en México y una de ellas es Gol. Otra es la del dueño de Televisa (Carlos Slim), la mayor red de televisión de lengua española. Y hay otra más que pertenece a otro millonario mexicano. Por tanto, la competencia será muy grande. Las nuevas aerolíneas se están posicionando y Gol no es la única que tiene experiencia en el bajo coste. Se trata de una empresa arriesgada”, advierte el consultor.
Perspectivas a nivel doméstico
La crisis que afecta a Varig podría transformar el mercado brasileño. La empresa se enfrenta a serios problemas de liquidez ante las deudas que superan los 9.000 millones de reales (unos 3.132 millones de euros). La dirección de Varig espera obtener ayuda de empresas o instituciones financieras que aporten recursos que la ayuden a equilibrar su situación.
Gol y otras compañías aéreas han aprovechado esta situación que atraviesa Varig para mejorar su posición en el mercado y conquistar nuevos trayectos aéreos. “Estamos posicionados en segundo lugar en el mercado. Por delante de nosotros está TAM y un poco por detrás Varig. Dentro de este escenario, las perspectivas contemplan que la demanda brasileña crezca, ya que Brasil crecerá y el brasileño volará más. Nosotros estamos contribuyendo a la creación de nuevos mercados, es decir, incentivando a que las personas viajen más o que cambien de modalidad y pasen del automóvil o del autobús a la modalidad aérea. Según esto, nuestras perspectivas son positivas, porque la economía va a crecer y estimulará el mercado. Nosotros estamos preparados para absorber ese crecimiento y, para ello, programamos la compra de aeronaves hasta el año 2012”, aclara Gargioni, refiriéndose al pedido hecho a Boeing.
Pero, como en todos los negocios, hay oportunidades y amenazas. El crecimiento de la competencia en el mercado doméstico es un factor que puede convertirse en una preocupación para Gol a medio plazo. Hace poco, se lanzó la aerolínea Webjet, que apenas cuenta con dos aeronaves en trayectos que conectan Rio de Janeiro, Brasilia, São Paulo y Porto Alegre. La compañía cobra una tarifa única equivalente a 59,19 euros, un precio por debajo del ofrecido por las demás competidoras. A principios de agosto, el Departamento de Aviación Civil (DAC) liberó la operación de líneas de transporte aéreo regulares a otras dos empresas: BRA y TAF, que ya estaban presentes en el mercado, pero que no contaban con líneas regulares. Por ejemplo, BRA transportó 1,5 millones de personas en 2004, mediante el sistema de vuelos charter. La cuestión es saber si estas empresas podrán adaptarse a las exigentes reglas establecidas para las líneas regulares de transporte aéreo.
El Vicepresidente de Márketing y Servicios de Gol comenta respecto a esta nueva amenaza: “Nosotros respetamos a todos los competidores. Quien entra en la aviación es porque es competente. Gol nació en un ambiente competitivo y necesita continuar siéndolo, teniendo que renovarse permanentemente y estamos trabajando para que esto suceda. Además, el mercado de bajo coste atiende a un cliente de mercado sensible a precios. Claro que este mercado exige un nivel de calidad, de regularidad, de confianza que no significa que sea tolerante al 100%. Las empresas tienen que tener ese nivel mínimo”, señala.
A pesar de la cautelosa declaración del ejecutivo, por ahora, el presidente de Gol parece no demostrar una gran preocupación frente a estos nuevos competidores. Sampaio explica que esto se puede constatar, incluso, en la prensa de ese día, en una declaración de Oliveira en la que afirma que él todavía no considera a Webjet una competidora. Sampaio dice que el ejecutivo “no cambiará nada por el surgimiento de Webjet, porque considera que sus competidoras son TAM y Varig. Y tiene toda la razón: Webjet no tiene volumen, no tiene nada que pueda llevar a una empresa ya situada a alterar su estrategia para hacerle frente. Con relación a BRA, yo no le veo ninguna disposición para convertirse en una empresa regular. La aerolínea obtuvo un permiso por la presión que varias compañías ejercieron sobre el DAC, bajo el alegato de que BRA opera en líneas regulares, pero sin las obligaciones que tienen las empresas que operan como tales”, dice.
Por tanto, ¿cuáles son las perspectivas de crecimiento del mercado brasileño de aviación? “Me parece que hay espacio para avances considerables. El mercado aéreo doméstico este año está creciendo más o menos entre un 14% y un 15%, con lo que se presenta bastante prometedor”, concluye el profesor Gilson Garofalo.

sábado, 27 de junio de 2009

CHINA GANHA LICITACAO EM BRASIL 30 TRENS UNIDADES

Chineses vencem licitação da Supervia
Francisco Góes, do Rio24/06/2009
O consórcio chinês CMC-CNRCRC ganhou licitação internacional do governo do Estado do Rio para fornecer à Supervia, concessionária de trens urbanos da região metropolitana, 30 trens unidades elétricos (TUE) por US$ 165 milhões. Os trens serão comprados com recursos de um financiamento de US$ 220,9 milhões em fase de contratação pelo governo estadual com o Banco Mundial (Bird) dentro da segunda etapa do Programa Estadual de Transportes (PET II), informou o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes.
O contrato com os chineses será assinado na visita oficial que o governador do Rio, Sérgio Cabral, fará à China a partir de segunda-feira, dia 29. Trata-se da maior compra de trens para transporte de passageiros feita pelo Estado do Rio nos últimos 40 anos, disse Amin Murad, presidente da Supervia. "A compra é importante porque temos 50 trens que precisarão ser aposentados em cinco a seis anos", afirmou Murad, que integrará a missão chefiada por Cabral. A Supervia transporta cerca de 500 mil passageiros ao dia, com aumento de 1,5% sobre 2008.
José Gustavo de Souza Costa, presidente do Metrô Rio, que também participa da missão, irá formalizar na China a compra de 114 novos carros com o mesmo fabricante dos TUEs para a Supervia. A compra dos carros pelo Metrô faz parte de um investimento total de R$ 1,15 bilhão programado pela empresa e que inclui também a construção de duas novas estações e a extensão da linha 2.
O secretário disse que a licitação para a compra dos trens da Supervia foi um dos processos mais rápidos feitos na América Latina, segundo avaliação do próprio Bird. O governo fez edital semelhante ao que a administração anterior havia feito para 20 TUEs, fornecidos pela coreana Rotten.
Participaram da atual licitação empresas da China, Coreia do Sul e França. O processo foi aberto em 5 de fevereiro e ontem, concluído o prazo para apresentar recursos, Lopes preparava-se para comunicar aos chineses que eles foram vencedores. O resultado da licitação foi publicado segunda-feira no Diário Oficial do Estado.
O consórcio chinês é liderado pela China National Machinery Import & Export Corp. (CMC), trading criada na década de 50 e que durante muito tempo foi a única autorizada a importar e exportar maquinário da China, disse Marco Polo Moreira Leite, presidente da Asian Trade Link (ATL), que representa o consórcio, ainda formado pela trading CNR (dona da fabricante dos trens Changchun Railway Vehicles Corp. (CRC).
Segundo Lopes, os chineses apresentaram preços bem competitivos em relação aos concorrentes. Ele informou que a diferença entre o valor do financiamento do Bird e o montante a ser gasto com as 30 TUEs (120 carros), poderá ser usada mais adiante para aquisição de novos trens. Parte do financiamento também será utilizado na atualização do plano diretor de transportes urbanos (PDTU).
Lopes disse ainda que o financiamento do Bird precisará ser aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e depois referendado pelo Senado, uma vez que trata-se de empréstimo internacional. "O empréstimo é ao Estado mas com aval da União", afirmou.

lunes, 27 de abril de 2009

Discursos del cancilher Brasileiro

Discursos del Canciller
II Fórum Mundial da Aliança de Civilizações - Istambul 06 04 09
Reunião de Ministros das Relações Exteriores da Cúpula América do Sul-Países Árabes 20 02 08
25ª Reunião do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - CDES 01 04 08
XII Sessão Ordinária do Parlamento do Mercosul 18 08 08
Segmento Intergovernamental de Alto Nível da Conferência Internacional de Biocombustíveis 20 11 08
Abertura da I Reunião Ministerial Mercosul-ASEAN 24 11 08
Abertura da XXXII Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) 18 01 07
Reunião Ministerial do G-33 21 03 07
Reunião Ministerial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Desafios para a Governança Internacional 03 09 07
Celebrações do Centenário das Relações Diplomáticas do Brasil com os Países da América Central 20 11 07
Segmento de Alto Nível da 13a Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e da 3a Conferência das Partes no Protocolo de Quioto 12 12 07
XXXVI Assembléia-Geral da OEA 05 06 06
Sessão Plenária da XVI Cúpula Ibero-americana 04 11 06
III Reunião de Chanceleres da Comunidade Sul-Americana de Nações - CASA 24 11 06
Cerimônia de abertura oficial da Cúpula Social do Mercosul 13 12 06
Primeira Sessão da XXXI Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul 15 12 06
Inauguração da Sede da Secretaria Permanente da OTCA 11 01 05
XXXV Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos - Sexta Conferência Ministerial da OMC 14 12 05
Ocasião da Cerimônia de Transmissão ao Brasil da Secretaria Pro Tempore do Grupo do Rio 08 01 04
Reunião do G-90 03 06 04
34a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos Desenvolvimento social e democracia frente à incidência da corrupção 07 06 04
Reunião Ministerial do G-77 e China 11 06 04
Reunião Ministerial do G-20 12 06 04
Abertura da Sessão Plenária da XI Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento 14 06 04
Cerimônia de Encerramento da XI UNCTAD 18 06 04
Cerimônia de Abertura da Primeira Oficina de Trabalho das Comissões Nacionais Permanentes dos Países Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica 01 07 04
Reunião Ministerial do G 90 12 07 04
XIII Reunião do Conselho de Ministros da ALADI 18 10 04
Visita à Sede da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) 05 02 03
V Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) 11 09 03

lunes, 20 de abril de 2009

PERU Y BRASIL

ENERGIA: Lula e García assinarão acordo de integração
SÃO PAULO, 20 de abril de 2009 - Os governos de Brasil e do Peru firmarão no próximo dia 28 de abril um convênio de integração energética, que vai exigir investimentos de mais de US$ 4 bilhões, anunciou hoje o chanceler peruano, José García Belaunde.
"Este convênio tem como objetivo o desenvolvimento hidrelétrico, e é o Brasil que vai financiar o projeto, mas será o setor privado que responderá por mais de US$ 4 bilhões na construção de seis usinas", disse Balaunde em entrevista coletiva.
O acordo será firmado durante a reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente peruano, Alan García, no dia 28 de abril, no Acre, quando haverá um encontro de empresários dos dois países.
Belaunde revelou ainda que a agenda de Lula e García "será fundamentalmente a integração energética e a infraestrutura física, assim como o desenvolvimento de negócios de integração na fronteira entre Brasil e Peru".
Os presidentes inaugurarão a primeira linha de ônibus entre Madre de Dios, no Peru, e o Acre. A visita de García ao Acre ocorre sete meses após o encontro do líder peruano com Lula em São Paulo, por ocasião da Expo-Peru. (Redação com agências internacionais - InvestNews) ENERGIA: Lula e García assinarão acordo de integração
SÃO PAULO, 20 de abril de 2009 - Os governos de Brasil e do Peru firmarão no próximo dia 28 de abril um convênio de integração energética, que vai exigir investimentos de mais de US$ 4 bilhões, anunciou hoje o chanceler peruano, José García Belaunde.
"Este convênio tem como objetivo o desenvolvimento hidrelétrico, e é o Brasil que vai financiar o projeto, mas será o setor privado que responderá por mais de US$ 4 bilhões na construção de seis usinas", disse Balaunde em entrevista coletiva.
O acordo será firmado durante a reunião entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente peruano, Alan García, no dia 28 de abril, no Acre, quando haverá um encontro de empresários dos dois países.
Belaunde revelou ainda que a agenda de Lula e García "será fundamentalmente a integração energética e a infraestrutura física, assim como o desenvolvimento de negócios de integração na fronteira entre Brasil e Peru".
Os presidentes inaugurarão a primeira linha de ônibus entre Madre de Dios, no Peru, e o Acre. A visita de García ao Acre ocorre sete meses após o encontro do líder peruano com Lula em São Paulo, por ocasião da Expo-Peru. (Redação com agências internacionais - InvestNews)

sábado, 18 de abril de 2009

GRUPO NASSAU - JOAO SANTOS - CIMENTO

Aos 101 anos, morre o empresário pernambucano João Santos
Recife, 17 de Abril de 2009 - Um dos empresários nordestinos que fez história na economia nacional, o pernambucano João Santos, presidente do Grupo João Santos, morreu quarta-feira à noite no Recife, aos 101 anos, vitimado por uma parada cardíaca. As fábricas de cimento Nassau são as empresas as mais conhecidas do grupo, que também atua ainda nos setores sucroalcooleiro e de comuni-cações com a Rede Tribuna de Televisão, presente nos Estados de Pernambuco e do Espírito Santo. Ao lado de José Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, e de Severino Pereira da Silva, do Grupo Paraíso (adquirido em 1996 pela Holcim) , João Santos formou a tríade de pernambucanos que dominou a produção de cimento no Brasil no pós-guerra.
A primeira fábrica do cimento Nassau começou em 1951 com a abertura da Itapessoca Agro Industrial, dando largada à fundação de outras doze fábricas de cimento em onze estados do País.
O grupo, que hoje abriga 24 empresas no Brasil, gera 10 mil empregos diretos distribuídos ainda em investimentos em pecuária, agricultura - plantações de bambu para as fábricas de papel e celulose de Pernambuco e do Maranhão -, e em usinas de açúcar e álcool, além de atuar com táxi aéreo, com a empresa Weston, e a transportadora Itamaracá que faz parte da logística do cimento.
Discretíssimo, o empresário era avesso a entrevistas e, até 2007, ainda ia diariamente ao escritório. Depois de ir perdendo a visão, afastou-se, mas se mantinha atento aos negócios. Nascido no sertão de Pernambuco, perdeu o pai cedo e foi com a mãe e os irmãos para a Bahia, onde, aos oito anos teve seu primeiro emprego como "menino de recados" do empresário Delmiro Gouveia. Estudou economia, casou-se e teve sete filhos. Ao morrer, morava numa casa à beira mar de Boa Viagem, no Recife.
O empresário Ricardo Brennand, amigo de João Santos desde 1933 quando este ligou-se ao seu tio, também chamado Ricardo Brennand, então presidente do sindicato do Açúcar e do Álcool de Pernambuco, lembrou ontem da intensa atividade de Santos na época em que a produção de açúcar era a única atividade do estado pernambucano.
Mas depois de enxergar a indústria cimenteira como promissora, João Santos, segundo o amigo, dedicou-se ao ramo com afinco. "O interesse e a perspicácia de João Santos no cimento era obsessivo e ele fundou de 12 a 15 fábricas de cimento no Norte e no Nordeste", comentou. Sobre a convivência com o empresário que, na juventude tocava saxofone, Ricardo Brennand guardará boas lembranças. "Foi a mais afável e mais deliciosa convivência que se pode ter. João não abria mão do bom convívio, da boa prosa. Era sequioso de uma conversa sobre qualquer assunto que o tirasse da rotina", recordou, ao sair do velório realizado na própria casa de João Santo, enterrado no final do dia, no cemitério de Santo Amaro, no Recife.
Políticos, empresários e amigos que compareceram ao velório e lamentaram a morte de João Santos, destacando a capacidade de Santos de trabalho e de enxergar longe negócios, muitas vezes como um visionário, que teriam grande importância para a economia nacional. O ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, ressaltou o respeito e a solidariedade demonstrados por João Santos e seu pioneirismo. "Foi um exemplo de obstinação, respeito à família e da confiança do nordestino de vencer as adversidades", afirmou.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(Etiene Ramos)

miércoles, 8 de abril de 2009

PIM FATURA 30,1 BILHOS DE DOLARES

Pólo Industrial de Manaus registra faturamento recorde de US$ 30,1 bilhões Hudson Braga
Mesmo diante da crise econômica que afetou o mercado internacional no último trimestre de 2008, o Pólo Industrial de Manaus (PIM) encerrou o ano passado com faturamento recorde de US$ 30,128 bilhões. O indicador, divulgado nesta segunda-feira (dia 9) pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), é 17,25% maior que o contabilizado em 2007 (US$ 25,695 bilhões). O balanço leva em consideração as informações fornecidas por 388 das aproximadas 550 fábricas do PIM. O excelente resultado do parque fabril até outubro, com média de US$ 2,647 bilhões mensais, compensou a queda mais expressiva do indicador verificada em novembro e dezembro (US$ 2,108 bilhões e US$ 1,541 bilhão, respectivamente), que em parte se deve ao menor volume demandado pelo comércio no fim de ano. As encomendas feitas à indústria para as vendas de Natal são realizadas pouco antes do último bimestre. As exportações também contabilizaram crescimento em relação a 2007. As vendas para outros países passaram de US$ 1,043 bilhão para US$ 1,174 bilhão (12,56% maior). Parte da recuperação das exportações se deveu ao aumento das vendas de celulares, concentrados para bebidas e motocicletas. Para este ano, a SUFRAMA mantém sua política de inserção internacional dos produtos do pólo industrial, através da participação em fóruns econômicos, missões comerciais e de atração de novos investidores. Com relação aos empregos diretos, estes saíram da casa dos 114 mil em outubro para 100.301 em dezembro passado. O número menor, da mesma forma que ocorreu com o faturamento, se deve à retração do consumo, mas também à sazonalidade de fim de ano. Nos últimos meses do ano, a indústria faz o desligamento de trabalhadores temporários, contratados para atender aos pedidos de fim de ano do setor comercial. A coordenadora geral de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, Ana Maria Oliveira de Souza, avalia que é cedo para apontar tendências. A expectativa e o empenho do órgão continuam focados no crescimento do PIM. Nas últimas semanas, a autarquia tem trabalhado mais intensamente com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Governo do Amazonas no lançamento de medidas voltadas à manutenção da produção e dos empregos. “Registramos uma retração no fim de ano, mas isso é em parte sazonal, que se estende tradicionalmente ao início de ano. Precisamos avaliar o comportamento do primeiro trimestre de 2009, como termômetro, para termos uma avaliação mais apurada da economia”. Segundo Ana Souza, o PIM deverá acompanhar o fluxo de comércio do restante do Brasil neste ano, com crescimento previsto de 3,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) e de 3,9% para o consumo das famílias.
ProduçãoEntre os fabricantes que encerraram 2008 com aumento de produção estão os de unidade evaporadora e de unidade condensadora para split system (398,61% e 187,98%, respectivamente), televisores com tela de cristal líquido – LCD (231,90%) e de plasma (73,85%), câmera fotográfica digital (82,15%), motocicletas, motonetas e ciclomotores (27,01%), receptor de sinal de televisão – set-top box (23,37%). Além desses, também tiveram balanço positivo no exercício passado as empresas produtoras de aparelho telefônico – inclusive porteiro eletrônico (24,99%), telefone celular (23,35%), relógio de pulso e de bolso (16,14%), compact disc - inclusive cd-rom (12,91%), microcomputador – incluindo os modelos portáteis (6,38%), auto-rádio e aparelho reprodutor de áudio (6,05%) e aparelho de barbear (5,83%).